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Livro de Visita


domingo, 5 de agosto de 2007



Ainda tenho vontades de escrever...
Mas ando assim tão sem paciência. Porque cada segundo gasto parece um delito. Delito contra o botão da camisa que preciso pregar, contra as roupas no balde que preciso esfregar e pendurar, contra os livros que ainda não li e contra os clientes que as vezes penso odiar.
Quem sabe ser adulto seja isso: ter tempo pra realizar o que é essencial.
No máximo um amor pra nos fazer levantar e ter ânimo...
ou um desejo inatingível pra poder nos fazer correr.
Acho que se eu tivesse nascido numa tribo de índios do naipe do macunaíma, eu ia era só ficar na rede mesmo.
Mas por enquanto, já cometi delito demais!
Tenho que ir - e vou pregar o botao da minha jaqueta que tá há tanto tempo em standby.
Decerto, não pensar tanto nos a fazeres, antes de realizá-los, reduz pela metade o sofrimento em ter que fazê-los.
Mas um dia eu consigo ser assim.... por enquanto eu ainda sou meio rabugenta.


enviado por Mariana - Maga Patalojika as 20:49:43. comentários[1]

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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007



Hoje conversei com uma louca.
Não qu eu quisesse... ela me abordou no ponto de onibus e tinha um pente atravessado na cabeça...
Nossa, que louca articulada! Falou dos promotores, dos filhos, da rua clélia, da lei e da justiça...
Muito interessante a louca...

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 22:30:02. comentários[2]

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2007



Vontade de escrever das coisas...
Do homem que canta músicas tristes e mora no meu prédio... músicas eruditas, ligeiramente árabe/espanhola de tanta tristeza... os graves ecoam pelo átrio do prédio...
As escalas tristes poderiam ser quais, já não lembro... Jônica, dórica, bachiana... qualquer coisa assim... tinha uma mais triste...
Eis que o belo homem de músculos expostos nas costas canta enquanto carrega uma pizza pelo corredor...
Fico inebriada pela vibração de todos os objetos às ondas sonoras de sua voz...
Ele começa a erguer a voz enquanto carrega a pizza... a melodia é comovente, mas não consigo decifrar a letra, a língua... retenho-me às notas musicais...
e a música sobe...
tão comovente...
E ele escorrega com a havaiana
quase perde a pizza
dá uma trinada desconcertada, acidental...
a voz tremula, desafina...
quebra-se todo o clima.
Ele é só mais um mortal e foi muito cômica a cena, não mais comovente...
Quem sabe eu esteja de volta...
Já que hoje sonhei com coisas muito antigas...

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 20:47:17. comentários[1]

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domingo, 14 de maio de 2006



Estou postando para não perder este blog.
Ele tem as coisas de quando eu era menor, mais tímida, mais incerta.
Agora não sou o total antônimo de todas essas coisas.
A verdade é que não tenho mais tempo pra tantas incertezas.
A timidez se tornou uma pedra na qual não podia mais tropeçar.
E o tamanho, é relativo... Menor para muitas pessoas, muito maior para umas poucas, mas que são as que realmente compartilham a minha existência.
Será que alguém ainda lê isso aqui?
Quem sabe...
Beijos saudosos a todos e àquele tempo em que eu ficava aqui, sonhando com viagens e coisas de dar nós no estômago.
Agora as coisas são mais usuais, mas não menos grandiosas para mim.
Só são mais sólidas.
Menos sonhadas.
Mas tão vivas quanto!

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 18:57:56. comentários[2]

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quinta-feira, 2 de março de 2006



Eu sinto o cachorro andar de passo em passo no apartamento de cima. Unhinhas unhinhas arranhando na sua arrancada em direção -provavelmente- ao seu prato de comida. Deve ter acordado agora.
E eu aqui embaixo, pensando...
Hoje o dia foi tão cheio... tagarelei muito muito... pensei pensei...
Senti saudade de tagarelar com uma "nova" amiga... falar e falar e me empolgar com a coincidência de fatos, "causos" e pensamentos...
Estou arrancando que nem esse cachorro- eu acho- que eu deveria acordar.
Acordar pra ele que agora fica mais longe... acho que eu tenho que aproveitar melhor o meu tempo com ele...
"ele" porquê? Meu ele é meu peá e não consigo fazer segredo dessas coisas...
meu benzinho, parabéns e boa sorte...mas fica pertinho viu?

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 23:31:14. comentários[1]

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2005



Eu não gosto muito de Rush...
Acho mto agudo...
Mas eu realmente gosto dessa música e a letra é muito boa

I turn my back to the wind
To catch my breath,
Before I start off again
Driven on,
Without a moment to spend
To pass an evening
With a drink and a friend

I let my skin get too thin
I'd like to pause,
No matter what I pretend
Like some pilgrim --
Who learns to transcend --
Learns to live
As if each step was the end

Time stand still --
I'm not looking back
But I want to look around me now
See more of the people
And the places that surround me now

Freeze this moment
A little bit longer
Make each sensation
A little bit stronger
Experience slips away...

I turn my face to the sun
Close my eyes,
Let my defences down --
All those wounds
That I can't get unwound

I let my past go too fast
No time to pause --
If I could slow it all down
Like some captain,
Whose ship runs aground --
I can wait until the tide
Comes around

Make each impression
A little bit stronger
Freeze this motion
A little bit longer
The innocence slips away...

Summer's going fast --
Nights growing colder
Children growing up --
Old friends growing older
Experience slips away...

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 21:36:44. comentários[1]

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A violência não vem só de um único jeito óbvio nem possui sinais claros
Veio de quem eu não esperava
Não são só ecossistemas destruídos e uma natureza perdida que me decepcionam quanto ao futuro do mundo e do homem
Mas é a racionalidade dos homens, que já não é mais compatível com a demanda de uma sociedade como a nossa
A racionalidade só parece surgir para proteger aquilo que pertence ao próprio indivíduo...
Quando muito ele consegue disfarçar com sorrisos ou palavras ocas...

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 20:56:01. comentários[0]

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2005



faz tanto tempo... meu deus...
tanto tempo que não tenho uma compulsão por escrever no blog...
Falta tristeza? Falta alegria?
Não... meus dias têm sido bem temperados com os dois...
tempo, quem sabe.... mas tempo nunca pode ser desculpa...
bom...

até mais... daqui a pouco

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 00:17:36. comentários[0]

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domingo, 25 de setembro de 2005





Eu e a Creuza há um ano eu pouco
Estou uma velha saudosista...
Ah Creuzinha, passou tanto stress essa semana... Mas tudo vai dar certo...
Uma homenagem à minha querida amiguinha Ju...
Esta é uma foto no banheiro do mcDonalds (que fechou), quando a gente pegou o meu carro pra sair do happyhour bater um papinho...

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 00:48:24. comentários[5]

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segunda-feira, 12 de setembro de 2005



Experiências Científicas em Jundiaí


Pintinho Obeso modelado em Rhino, com direito à muita celulite!
Arte minha e do Peá

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 03:56:20. comentários[1]

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domingo, 4 de setembro de 2005



Todas as coisas...umbigocêntricas- parte I
eu em brasilia (SupremoTribunalFederal)
Eu falo cada vez menos de coisas minhas aqui no blog...
Vã tentativa de ser menos "umbiguística"! Isso aqui, sem coisas pessoais, perde o sentido...
Então vá lá...
Já disse que fui a Brasília, não?
Pois bem, isso foi em Julho e, desde então, não parei de correr e nem deu tempo de pensar mais muita coisa... nem assimilar o que se passou...
As vezes acho bom que tudo seja tão corrido, porque parei de pensar em tanta coisa boba que me fazia perder tempo. Inseguranças bobas, revisões de diálogos, coisas que chamam de particularidades femininas (geralmente pejorativas...)... Em momento algum estou dizendo que é ruim ser mulher, não acho que é coisa do sexo, nem da idade, mas é uma conjuntura que, em mim, resultava em tempo perdido, pensamentos que entristeciam, coisas que não faziam a vida andar. Nada também patológico, horrível, em suma: a vida não tem me dado tempo de ficar pensando nela.

Mas tem o lado ruim disso também, eu "perdia" tempo desenhando, fazendo minhas animações, conversando no msn com amigos, fazendo minhas histórias em quadrinhos (to pensando em colocá-las aqui!!!)...

O que aconteceu? Bom, fico com bobeira de por isso aqui, porque conheço tanta gente na FAU, tanta gente que faz tanta coisa e se eu disser o que me toma o tempo, pode parecer pouco perto de gente que faz mágica e mil e uma coisas ao mesmo tempo. Eu tenho dividido a minha vida em:
- fazer a famosa iniciação científica (famosa porque eu falo muito nela, to sempre correndo atra's dela e meus amigos sempre falam que eu sou nerds e boba de fazer um tréco tão chato, embora eu ache muito legal, apesar de tudo). É a coisa que tem me dado mais trabalho. Estou muito atrasada na entrega do relatório final e eu queria entregar bem feito. Com isso tenho faltado muito nas aulas, o que me entristece. O bom é que nunca valorizei tanto uma aula. Nunca me senti tão feliz por poder sentar e assistir mais uma aula de AUH como nesses últimos tempos!
- cuidar do apartamento (já falei que moro com três meninas que fazem "Ió"? Instituto Oceanográfico... Tô quase ficando uma oceanografazinha... Lu (minha antiga e fiel companheira de colegial), Giu (a mais mãe de todas, que faz maquiagem, cabelo, dá conselhos e puxões de orelha, quando necessários) e Ruthinha (super engraçada, a mais animada!!! Não tem dia ruim com a Ruthinha). Mas tenho limpar o apartamento, cuidar das minhas refeições (embora minha mãe mande muita coisa congelada), tem uma série de coisas que não existiam antes...
- FAU. FAU da trabalho. Você pode fazer nas coxas, pode não fazer e passar. Tem professor picareta, professor bom... Mas eu gosto de fazer bem feito e queria fazer muito mais lá... porque apesar de tudo, a fau virou a minha segunda casa e aquele prédio que antes, apesar de reconhecer sua bela arquitetura me parecia frio e pouco acolhedor, hoje faz com que eu me sinta em casa. Casa que vai ser difícil abandonar.
- SOCIAL. Inevitável, indispensável. Que eu faço cada vez menos. E agora, o estranho é que Social é uma coisa que eu tenho que me preocupar também, em relação à minha família. Antes eu não tinha que fazer social com eles, porque todo dia eu estava lá e eles também. Agora é um dia, ou dois por semana que eu convivo com eles... Ainda que meio rápido porque quando saio no fds é mais rápido ainda. A Ju está cada vez mais longe, o pessoal da faculdade tem seus programas próprios que eu nao consigo mais acompanhar... Está tendo INTERFAU e eu, que achei que podia passar sem ele, to com uma dorzinha no peito por não ter ido. Por mais que me veja em algo meio diferente, ainda fico chateada por não estar no meio do pessoal, de fazer coisas bobas de faculdade... queria curtir ainda mais um pouco essa coisa... Acabo convivendo mais com os meus queridos amigos da Ruta, república dos meninos... Com o P.A., meu companheirinho...

É basicamente isso...
Quanto a iniciação, to quase acabando... To com orgulho do filho que vai nascer... ele traz desenhos nunca vistos do convênio escolar (Época em que arquitetavam para a prefeitura Hélio Duarte, Eduardo Corona, Mange e Tibau). Desenhos de mobiliário sem, que foram dificilmente negociados com a Secretaria De Cultura, para serem trazidos para a FAU. Não consegui trazê-los mas consegui escaneá-los...

Quanto à Brasília, fica para um próximo post a história toda...

Eu?
Eu to bem... To em casa (Sao Bernardo), de pijama e moletom (porque tá frio)... Mais tarde tem aniversário do meu vô que faz 76 anos e sempre me pergunta : ¿Que prefieres, el Gótico ou el Barroco? (em um portunhol de velhinho espanhol que ainda mistura a lingua natal, mesmo depois de tantos anos no Brasil)...
A tardinha vou pro apartamento, casa 2... vou ficar ouvindo Strokes (depois da baladinha do Beto na FunHouse, eu ouvi umas musiquinhas que me deram vontade de ouvir de novo e de novo, por causa do momento, elas maracaram aquele momento tão gostoso que dá outro post sobre a vida e as coisas que tenho feito, além das básicas que descrevi hoje...) e assim recomeçam os meus dias...

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 10:09:18. comentários[5]

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domingo, 21 de agosto de 2005



RUN MARY RUN!

deeeeeeeeeeeeeeeeussss do céu! To ferrada...... tenho que correr muuuuuuuito...

Bom, mas aqui está a foto da Lina... elegantérrima...

Pra quem não sabe, a Lina Bo Bardi é uma das poucas arquitetas renomadas! Dentre as suas principais obras está o MASP?! e a casa de vidro...
Pra mim, essa mulher é um exemplo a ser seguido!! Ela ainda projetou vários móveis e escreveu muita coisa!!!

uma fotinho dela durante as obras do MASP... très chic!



Desejem-me sorte!!
beijos

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 09:23:50. comentários[5]

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domingo, 31 de julho de 2005










Nova pagina 1









 


uma imagem qualquer...


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

hierarquizar vontades. desejos, objetivos.



Enquanto escrevo sobre a multiplicidade de conceitos, de objetivos, de disciplinas que versam sobre arquitetura, sobre informação e consequentemente, sobre as bibliotecas que estudo, surgem pensamentos metalinguísticos... umbiguísticos... tudo diz algo, reflete algo em mim.





Metalinguístico também, pelo uso da vírgula. Tão frequente para enumerar meus pensamentos, como para elucidar esses conceitos que incidem nessa minha pesquisa.



Quantidade de vírgula, diretamente proporcional à quantidade de blocos de notas e janelas do word abertas aqui para escrever.



Enquanto penso o que fazer com o meu pseudo-futuro dinheirinho, hierarquizo os meus desejos, hierarquizo as minhas necessidades, hierarquizo as minhas obrigações... Somo tudo e divido por 100, e ainda encontro mais de 1000 resultados.



Ainda outro dia, conversava com a minha irmã: a gente leva a vida como num trilho, muitas vezes, mas são tantas opções, que as vezes a gente nem para pra pensar?! O que seria de mim se... tivesse feito outra escolha, tivesse olhado pra outro lado.. e se eu mudar de idéia...



É tudo uma grande metalinguagem, como as proporções do caracol, do corpo humano da folha A4... Tudo preso numa lógica estranha... com zilhões de variáveis que se prendem em algum ponto...



É a teoria do caos...

a gente só consegue tocar a vida pra frente, quando tenta hierarquizar, organizar o nosso próprio caos microscósmico...

Mas ele nunca se organiza 100%



Há sempre o diabinho de um desejo, o diabinho de uma dúvida, uma nova opção... pra criar o caos novamente...



E amanhã o sol nasce...



e tudo recomeça...



De um simples texto que eu redigia, sobre arquitetura e mobiliário das bibliotecas infanto juvenis de sao paulo (note o grande numero de parâmetros que cercam e limitam a universo de estudo!),

saíram todas essas divagações sobre a vida, sobre o mundo, sobre TUDO.



Diz pra mim, sou eu, ou tudo é maravilhosamente e bizarramente bagunçado, imenso, imcompreensível... Mas fácil de viver, por existir essa estranha lógica superior, sofismática, que liga tudo...



Ai quanta vírgula! Quanta coisa! Pra onde eu corro, meu Deus!!





Acho que estou pensando demais...continuo e me perpetuo (me segurei pra nao colocar mais termos e encher de vírgulas, mas apelei pro parênteses!!)



Mari, perdida.






enviado por Mariana - Maga Patalojika as 00:44:45. comentários[1]

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quinta-feira, 21 de julho de 2005





Praça dos três poderes, vista da torre de tv...

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 21:24:45. comentários[4]

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domingo, 17 de julho de 2005



Voltei de Brasília, depois de nove dias fora...

Voltei com resoluções
idéias

vi tanta coisa
me vi em tanta coisa que não tinha imaginado antes...

vi arquitetura sem igual
vivi uma experiência que ficou como uma marca em mim, além de Niemeyer...

As cores do colar de pedras que comprei na torre de tv, estão aqui.
a torre, o vento, o frio de Brasília (Brasília também nunca tinha visto isso antes)
Distancia que nunca tinha percorrido, distanciamento pra pensar, pra ter saudade...

A viagem, o avião, os pensamentos, as situações, a arquitetura...
Tudo muito novo pra mim.



voltei mari,
perdida.

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 21:10:41. comentários[1]

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segunda-feira, 27 de junho de 2005



Final de semestre é um terror...
Corre corre e eu perdida -como cego em tiroteio...
é projeto... é tecnologia da construção... é a própria vida.
Que saudades de assitir tv com a minha mãe! Quando a vida era tão descomplicada...
Fora isso, está tudo bem... Planos para o futuro, sonhos... Saudades dos amigos que vejo tão pouco!

Meu querido Peá, amigo de todas as horas... companheiro dessa loucura... em uma noite antes de se despedir...




Projeto... Trio Eu Minoru e Gabuzona!!! Terreno próximo a estação da Luz... Habitação de Interesse Social!!!

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 00:07:53. comentários[2]

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sábado, 23 de abril de 2005




josette widmer


And so it is...

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 19:54:47. comentários[4]

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sábado, 9 de abril de 2005



Eu superdimensiono a minha capacidade de dar conta...

Dai fico frustrada quando não aguento...

Eu superdimensiono a minha capacidade de deixar pra lá...

Mas eu não deixo e me frustro...

O meus superdimensionamentos não me livram de me submestimar tantas vezes...

Hoje eu tou tao TPM. Desculpa talvez. Mas chorei tanto hoje ao ver Kolya- uma lição de amor (o subtítulo piegas foi dado na traduçao brasileira, mas o filme é lindo e nao tem nada de meloso, ganhou até oscar de melhor filme estrangeiro).

Chorei ao ouvir The blower´s daughter. As vezes nao dá vontade de acreditar em nada... Ai hoje eu acordei tao cinza, engracado é que só escrevo em dias assim, hoje eu acordei sem saber lidar com a minha própria vida e seus mosquitinhos(pequenos probleminhas). Acordei triste por causa da minha falta de tempo, da minha confusao toda... da minha incapacidade de me administrar, de administrar as perdas e ganhos, de administrar as decisões, por causa das minhas saudadezinhas, por causa dos meus medos. Tentar resolver os problemas alheios quando eu não consigo arrumar os meus próprios?

A por que quando a gente tá assim tudo parece irremediávelmente triste...Ah e eu ainda queria tanto ter ido na talitada...



Não é nada... nunca é...

é só mais uma tpm

e a vida que sempre haverá de doer, de alguma forma...




Mais uma musica que me faz chorar...

Cure - A Letter To Elise Lyrics
Oh Elise it doesn't matter what you say
I just can't stay here every yesterday
Like keep on acting out the same
The way we act out
Every way to smile
Forget
And make-believe we never needed
Any more than this
Any more than this

Oh Elise it doesn't matter what you do
I know I'll never really get inside of you
To make your eyes catch fire
The way they should
The way the blue could pull me in
If they only would
If they only would
At least I'd lose this sense of sensing something else
That hides away
From me and you
There're worlds to part
With aching looks and breaking hearts
And all the prayers your hands can make
Oh I just take as much as you can throw
And then throw it all away
Oh I throw it all away
Like throwing faces at the sky
Like throwing arms round
Yesterday
I stood and stared
Wide-eyed in front of you
And the face I saw looked back
The way I wanted to
But I just can't hold my tears away
The way you do

Elise believe I never wanted this
I thought this time I'd keep all of my promises
I thought you were the girl I always dreamed about
But I let the dream go
And the promises broke
And the make-believe ran out...

So Elise
It doesn't matter what you say
I just can't stay here every yesterday
Like keep on acting out the same
The way we act out
Every way to smile
Forget
And make-believe we never needed
Any more than this
Any more than this

And every time I try to pick it up
Like falling sand
As fast as I pick it up
It runs away through my clutching hands
But there's nothing else I can really do
There's nothing else I can really do
There's nothing else
I can really do
At all...

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 23:04:19. comentários[2]

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Damien Rice - The Blower's Daughter


And so it is just like you said it would be
Life goes easy on me
most of the time
And so it is the shorter story
No love, no glory
No hero in her sky

I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...

And so it is just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is the colder water
The Blower's Daughter
The pupil in denial

I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...

Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?

I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind...
my mind...my mind...
'Til I find somebody new



... da trilha sonora de Closer
é a dura verdade... tapa na cara...

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 11:35:18. comentários[1]

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quinta-feira, 24 de março de 2005





TGI


and Something in the way he
moves...



Peah eye no "escritório de
arquitetura"


A gente espera ser feliz em momentos marcados, previamente estudados,
meticulosamente planejados...


Quem diria hem? Trabalho de Graduação Inicial... a princípio: um porre.
Mas foi uma felicidadezinha digna de suspiro de saudades!


Sanduíche-iche... Franz Ferdinand... O sub-zero Nacional... O filho do
capeta(Hermes e Renato)... nem tudo são flores... cratera...


Palavras que fazem parte desses quatro dias de projeto, de risada... Nosso
escritoriozinho de arquitetura a pleno vapor...


10 pessoas confinadas no apartamento... vulgo APÊ...


Agora eu estou de cabelos mais curtos... tou uma couveflorzinha...


Ah... encontramos Paulo Mendes da Rocha na rua... velhinho simpático...


Conversamos com ele... uma conversa surreal... Mal conseguia prestar
atenção.. afinal era ELE!!!!! Que engraçado encontrá-lo a toa na Rua Maria
Antonia...


Agora que sobrou um tempinho pra FINALMENTE escrever nesse bloguizinho... eu
to sem idéia... entao vai isso mesmo... Volto assim que puder...


Assim que der...


e como sempre:


*suspiro*


 





enviado por Mariana - Maga Patalojika as 22:12:15. comentários[2]

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sábado, 26 de fevereiro de 2005




Segunda feira volta... FAU FAU FAU... love you, hate you, can´t live without you
Beijos

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 21:33:46. comentários[2]

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005





Coisas mágicas acontecem e coincidências são divinas (interprete como quiser...)

Já não escrevo mais coisas das quais me orgulhe (não que algum dia eu me orgulhei), mas antes elas me davam uma satisfação gostosa, porque eu lia e sabia que era eu, eu tão passional, traduzida em palavras, de uma certa maneira...

O que aconteceu? Agora eu sou °°°como se diz "uma pessoa que nao se pode traduzir"??°°° pois bem, será que eu me tornei isso?

Não não não, nada de tão marcante me ocorreu, ou quem sabe tenha ocorrido, mas, não sei, não sei... não tem explicação...

Mas, parando o lance de me auto-comentar... VOu fazer o que mais gosto de fazer, contar causos!

Eu sou meio vovó nesse quesito... adoro contar meus causos e quase transformá-los em contos, queria que o mundo fosse todo como no realismo fantástico...



Mas os causos são simples, bobinhos e não pretendem levar a lugar algum...





Isabella



Mais um dia normal, só que desta vez eu estava em casa. Ainda me pego com estranha sensação de agora estar em casa, a casa dos meus pais. Fico pensando se o que eu sinto é saudade, não sei o que é, mas é uma sensaçãozinha engraçada que vem logo pela manhã. Logo quando eu acordo e percebo que devia ter fechado a persiana ontem a noite, porque o sol entra e não perdoa os preguiçosos.

Eu e minha nóinha de trabalho atrasado acordamos juntas. ao mesmo tempo. Já acordei e fui tomar café com aquela impressão de que eu teria que fazer o dia valer, porque já tinha enrolado demais e deadlines não perdoam ninguém. Mas daí veio uma proposta irrecusavelmente simples, minha mãe me convidou para ir com ela à biblioteca.

Precisava de qualquer desculpa pra sair da minha mente incansável, dessa minha cobrança. Assim, justifiquei minha preguiça com o simples fato de que, provavelmente esta seria a última chance do semestre de acompanhá-la nessa tarefa. Pausa aqui - é engraçado como as coisas mudam de sentido, antes de vir morar aqui em sao paulo, eu nunca achei grande coisa ir com minha mae a biblioteca. Quem sabe eu só precisasse de uma desculpa pra fugir do meu trabalho, das minhas neuras.

Fui. Fui mas levei a impressão de que estava me enganando. Por mais que ALMA seja um conceito abstrato, estranho e que ninguem me fez entender exatamente o que é, posso dizer que a minha pseudo alma estava pesada. Problema meu que faço tudo virar coisa séria, que tenho dor na consciencia por tudo (uma herança de familia que ninguem assume!).

Mal entrei na biblioteca, uma pulguinha de cabelos pretos topou comigo na catraca. Eu, que tinha perdido o momento do carro (engraçado que era a companhia da minha mae a desculpa para a minha "escapada"), tinha perdido todos os momentos anteriores dentro da minha cabeça, maquinando os meus eternos porquês... com a presença daquela menininha eu acordei, eu a vi!

Nao tinha como nao simpatizar com aquela menininha pequenininha. Sendo mulher eu sei que a gente se sente as vezes naturalmente impelida a se afeiçoar a criança, parece que deve ser um grito maternal que vem lá dos porões da -novamente- alma.Mas eu a vi, sorri e deixei a passar. Dentro da biblioteca, fui fazer a eterna peregrinação em busca de revistas novas e coisas para pegar com a dona Rosemary (mãe, só pra nao repetir tanto "mãe"). Aliás, "mãe" merece um parenteses bem maior, é uma coisa complexa a historia de mae e filha, mas isso fica pra outro de muitos causos.

Eis que eu estava procurando mais um da Clarice Lispector (eu adoro essa mulher, dispensa comentarios!) e quando eu olho pro lado -detalhe que eu tava agachada porque cometeram o crime de colocar os livros da CL la embaixo, quase no chao- a menininbha tava agachada, me imitando olhando com seus olhos pisca pisca, piscando até as bochechas vermelhas, do meu lado... Perguntei o nome, disse Isabella, quantos anos, disse cinco, fiquei sem graça, sem saber o que fazer com aquela criaturinha linda e piscante. A mãe dela chegou, chamava-se Rose mary, assim como a minha mãe Rosemary. As mães conversavam e eu junto... era filha, mas as vezes pra minha mae e para o meu estranho orgulho, ela me considera grande amiga.

A Rosemary da Isabella era muito falante, minha Rosemary, muito simpática. Mal começou a conversa, a Isabella se agarrou em mim no abraço mais forte e espontaneo que uma criança pode dar. FOi tao sem sentido que as duas Rosemarys olharam e a Isabellinha nem tchum. COntinuo abraçada, nem explicou, nem estranhou, tudo muito natural...

E eu? Eu fiz cafuné naqueles cabelinhos lisinhos e fininhos de criança, aceitei o abraço, como eu precisava- estranhamente- de um abraço...

Nem lembrava que tinha problemas, a fazeres e porquês para serem resolvidos...



A conversa acabou e o abraço, naturalmente se afrouxou...



As rosemarys se despediram - não sem antes, ainda trocarem muitas coincidências- ambas de família espanhola, uma de Málaga e outra de Galícia(a minha)...

Isabella foi embora e eu já estava me desligando, procurando novamente com minha mãe, dessa vez, GIBIS (para o meu pai!)...]

Vi ela sair pela janela, se desprendeu da mae dela, voltou pululando, esticou a cabeça e a maozinha pra dentro da biblioteca e me deu um festival de tchauzinhos!



Eu fiquei lá, acenei, não entendi, mas adorei!

Tive minha criança digna de Guimarães Rosa, por alguns minutos...



E considerei, no meu íntimo, que se um dia tiver uma filha... quem sabe... Isabella seria um nome muito bom...




enviado por Mariana - Maga Patalojika as 11:14:16. comentários[1]

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sábado, 12 de fevereiro de 2005




Ai em cima tem uma foto de Henri Cartier Bresson...
foto tirada em Siphnos, na Grecia, 1961.
Só descobri a existencia dele, quando ele morreu...
Eu queria fotografar... mesmo mesmo... preciso consertar a máquina e vencer as minhas desculpas...
eu faço tanta coisa pela metade, mas a frustração vem completinha...
Ai, eu tou meio bizonha hoje... Nao vale a pena nem ficar divagando!!!
Fique aqui a foto... e quem quiser ver mais (e vale a pena, é muito bom!!!) o site é http://www.henricartierbresson.org/

Beijos beijos beijos...

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 22:29:56. comentários[2]

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domingo, 23 de janeiro de 2005



Ouvindo Beatles...
Estou cansada... nossa... realmente cansada...
semestre fau acabou sexta-feira, após semanas loucas, insanas...
agora começa a maratona da iniciação, 'tão atrasada...

Ficam aqui beijos...
Pedidos de desculpas por furar com tantos convites legais...
E um desejo de boas férias!!!


You've really got a hold on me
I don't like you
But I love you
See that I'm always
Thinking of you
Oh, oh, oh,
You treat me badly
I love you madly
You've really got a hold on me (3x)
You've really got a hold on me, baby

I don't want you,
But I need you
Don't want to kiss you
But I need to
Oh, oh, oh
You do me wrong now
My love is strong now
You've really got a hold on me (3x)
You've really got a hold on me, baby

I love you and all I want you to do
Is just hold me, hold me, hold me, hold me

I want to leave you
Don't want to stay here
Don't want to spend
Another day here
Oh, oh, oh, I want to split now
I just can quit now
You've really got a hold on me (3x)
You've really got a hold on me, baby

I love you and all I want you to do
Is just hold me (please), hold me (squeeze),
hold me, hold me

You've really got a hold on me
You've really got a hold on me

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 20:28:35. comentários[1]

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sábado, 8 de janeiro de 2005




Inexplicável...
verdriet...
angstvallig...

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 23:37:30. comentários[1]

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2005



Se tu viesses ver-me...

Florbela Espanca


Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos seus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus braços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...



Se tu viesses quando, linda e louca,

Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri



E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

enviado por Mariana - Maga Patalojika as 21:51:16. comentários[2]

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2004



Tangerine-Girl from Tangerine World...

 

Olá pessoas, voltei!

Uma pequena amostra dos meus dias...

"A cúpula de Brunelleschi, por fim, foi uma novidade técnico-formal muito mais histórica do que mecânica, já que há uma referência antiga, clássica, que seve de inspiração ideológica. Vemos que, com esses dados fornecidos a respeito de Alberti e Brunelleschi podemos formar uma noção aproximada do pensamento renascentista. A técnica se alia a arte na criação de um projeto para uma cúpula, com uma nova solução tipológica (coisa que não seria possível se o estudo dos antigos). Tudo isso possui uma relação histórica, tanto no estudo teórico, quanto na representação dos valores florentinos que aparecerão na cúpula e que remetem a preocupação com o entorno e com os valores urbanísticos que começam a serem introduzidos. O desenvolvimento de uma metodologia e a publicação de tratados que sistematizam teorias são outras características renascentistas importantes..."

Meus punhos dóem do digitar frenético causado por esses "malucos" aí...

Resenha... resumo... fichamento...

Entre Natal e o Ano Novo tem esse recheinho de Renascimento... seria mais empolgante se não tivesse sido entuchado... se não tivesse umas coisinhas penduradas pra fazer... Cheeega de reclamar!!!!

Eu quero ainda escrever um post pleno... cheio de tudo que tenho sido e que minha vida tem sido... tinha que ser hoje, antes da virada do ano...

Vou tentar escrever alguma coisa agora... no ato!

Porque se não vira promessa que nunca irá se cumprir e que perde a razão de ser (faz sentindo você escrever um post sobre considerações de um ano que já se passou faz uns dois anos?! É tao estapafúrdio e torto como essa frase!)

Pois bem... Esse ano...

Doi mil e quatro por extenso (ano em que comecei a escrever números por extenso em talão de cheque e entrei pra vida capitalista!!!)

Sim sim, sou assalariada sem vínculo empregatício, porque meu dindin é um auxílio para um estudo com fins acadêmicos!!! ó quanta nobreza! hehehe... No final das contas, eu tinha que cumprir quatro horas diárias e não cumpro(e sinto dor de cabeça de consciência... sinto-me uma legítima fraude!). Meu relacionamento com a minha chefe/professora não é o dos melhores - ela chama meus desenhos de "desenho de pedreiro" e diz que minha letra desqualifica meu desenho de tao feia que é! fora umas outras críticas ligeiramente hard! Pois é, ganho um miserê, mas foi uma experiência bem legal... Fui para lá nos quintos dos infernos atrás de umas bibliotecas desconhecidas... Conheci pessoas legais, outras nem tanto... Reclamações a parte... to trabalhando bastante e aprendendo umas coisas diferentes... é que eu sou reclamona mesmo!!!

Mas voltando ao início de 2004...

Eu diria que foi um ano que começou e eu não o dava um tostão furado! Saí de 2003 meio pessimista...

E no final das contas eu diria que 2004 foi O ANO das mudanças... e to esperando os anos que vao desbancá-lo nesse quesito...

As viagens de 2004 foram maravilhosas e reveladoras...

Lembro da Praia Grande... a diversão... conheci e adorei a Ju (creuza!!!!) que foi uma graaaaaaaaaaaaaande amiga em 2004... ouvindo meus pitís e xororôs.... sempre disposta a me ajudar... valeu creuzaaaaa! Essa viagem ainda teve a bebedeira de Orloff... as conversas sem noção altas horas da noite... bêbada de sono...

Juquitiba, ai Juquitiba... que surpresa... eu nem esperava nada dessa viagem... quase não fui (ia me arrepender amargamente...o que teria acontecido se eu não tivesse ido??)... ai Peá...P.A. ... Paulo André... você foi uma revelação pra mim... Receber e-mail, ler livros, ouvir música, ir ao cinema, ir pra FAU, ficar de bobeira no banco dos bixos, fazer um programa "sovaco"*... todas essas coisas mudaram de significado depois de você... me seguro aqui pra não açucarar e estragar a sutileza do que é conviver com você!

Começar a dirigir...

Depois de sustos, crises existenciais, meu pai disse: Filha, sobe ali, pega a Via Anchieta.

E tudo começou... Virei pilota. (as custas de muita dor de barriga e pesadelos)

Comecei madrugando pra ir até a faculdade, todo dia com dor de barriga e a cada sustinho prometendo pra mim mesma que eu ia prosseguir...

Terminei tendo surtos dignos do doutor x (aquele episodio em que o pateta é bonzinho e fica louco ao pegar no volante e sai fazendo as maiores loucuras)...

Viajei zilhares de vezes pra Votorantim (trabalho de planejamento urbano)... a ponto de pegar amor pela cidade... pela falta de árvores da cidade, pelos cachorros preguiçosos, pela vila operária...  Apesar das encrencas, discussoes por causa desse trabalho... foi muito engraçado trabalhar com vocês, meu ex grupo...

Viajei pra Cotia... ai paisagismo, que dor de cabeça! Que males entendidos! Achei que nunca ia terminar o mal estar... achei que seria um mal irreparável para amizades... achei tanta coisa... Essa mania minha de ver tudo na beira de um abismo... Mas foi bem legal... conheci pessoas diferentes com esse trabalho... novas e valiosas amizades...

Itu...Interfau... a odisséia anual... quando estamos no meio dela ficamos meio perdidos... chega uma hora que você já não sabe mais de nada... que poeira, que calor! I-N-E-S-Q-U-E-C-I-V-E-L...

É... eu rodei bastante esse ano... agora até dá saudades do meu uninho!!!

Mudança!

Mudar para o apartamento foi uma coisa inusitada e difícil... Minha mãe de início não gostou, eu depois, me assustei... foi difícil me acostumar a me virar sozinha... mas tem sido uma experiência que ainda não fechou o seu ciclo...cada dia surgem novas coisas... ainda é muito recente...Mas eu estou descobrindo o verdadeiro valor das coisas... o verdadeiro valor de voltar pra casa...

Me surpreendi com o fato de que a noção de lar está dentro da gente... Difícil explicar... só sentindo mesmo... Vi o tamanho da minha existência, tamanho físico, dado pelo acúmulo das minhas coisinhas no corredor, no dia da mudança (coisa que eu nunca tinha feito)

Ganhei novas amigas!!! Companheiras do dia a dia do apê! A Lú, minha confidente, amiga que divide o PH do desespero (um rolinho de papel higiênico no armário da Lú, destinado a assoadas de nariz em dias de pití histérico)... Lulu lulu, quanta coisa já se passou né? Valeu, por tudo!!!

E descobri dois amigos maravilhosos, meus vizinhos, meus companheirinhos!! Montezi e Çenôra!

Só para ilustrar: a campainha toca e...

Cenora:    -  Ei Joe!

Montezi:    - Mariiiii!

Mari:         - Humm (o famoso muxôxo)...

É o Çenôra e o Montezi, fazendo uma visita! E eu quando visitei só levei pudim queimado! Que feiooooo!!!!!

Ah Sté, sté... irmazinhaaaaa... minha irmã corporativa!!! Que saudades que dá de você!!! Pulando sonada do beliche, logo pela manhã...

Gretinha, amiga... você não me abandonou, nem com todas as mancadas minhas de desaparecimento!!! Muito bom saber que ainda seremos amigas por muuuuito tempo!!!

Victor, meu mentor de filmes, amigo dos papos furados, estapafúrdios e papos cabeça, filosóficos, papos pra toda hora e todos os tipos!!!

Denis, amigao de longa data... reapareceu aqui, nunca me esquece... muuuuuuuuuuuuuuuuito obrigada... vc é um amigo muuuuuito especial!

Milis, obrigada por sempre comentar, ser atenciosa!!!!!! Uhuuuu nós somos as preferidas do Simões!!!

Pai e mãe... os eternos produtores do longa metragem... nos bastidores e a gente até esquece... mas o que seria de mim sem a compreensão do meu pai e do colinho sempre a espera de mim, da minha mãe... Com tudo isso, fica bem mais fácil dar os meus pulinhos...

E que eu dê muitos pulinhos em 2005...

E que você também...

No final das contas, fica uma mensagem bobinha:

Quem fez parte do meu 2004, muuuuuito obrigada (não citarei nomes porque eu posso esquecer de alguém muuuuito importante... é como pedir pra dar o primeiro pedaço de bolo pra quem a gente mais gosta, pô situação chata né?)

Pois bem... Valeu por tuuuuudo gente! Valeu mesmo!!! Pra pessoas como eu, com tendências a sentimentalismo (mas do bom, não do barato!!! ...hahahaha citando o Mário da Papelaria que pergunta que se a gente quer um produto do bom, ou do barato! Ai vai uma homenagem ao estabelecimento comercial que eu mais freqüento!!!!)

Que 2005 seja sensacional! Isso engloba todos os desejos que vem impressos nos cartões de natal, aniversário, etc (considere isso um vale felicidade)!!!

Muitos beijos, muitas realizações...

Que saudades de todos, esses dias reclusos dão uma saudadezinha...

FELIZ 2005!!!!

 

 

 

*programa sovaco:  vem da sofismática dedução de alguns amigos ecanos, de que assistir filme estrangeiro (o chamado filme cabeça), na maioria das vezes é filme europeu -> européias não raspam sovaco, portanto, esses filmes são "sovaco".

 


enviado por Mariana - Maga Patalojika as 23:15:38. comentários[2]

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quarta-feira, 29 de dezembro de 2004






Tangerine-Girl



Rachel de Queiroz





De princípio a interessou o nome da aeronave: não "zepelim" nem dirigível, ou qualquer outra coisa antiquada; o grande fuso de metal brilhante chamava-se modernissimamente blimp. Pequeno como um brinquedo, independente, amável. A algumas centenas de metros da sua casa ficava a base aérea dos soldados americanos e o poste de amarração dos dirigíveis. E de vez em quando eles deixavam o poste e davam uma volta, como pássaros mansos que abandonassem o poleiro num ensaio de vôo. Assim, de começo, aos olhos da menina, o blimp existia como uma coisa em si - como um animal de vida própria; fascinava-a como prodígio mecânico que era, e principalmente ela o achava lindo, todo feito de prata, igual a uma jóia, librando-se majestosamente pouco abaixo das nuvens. Tinha coisas de ídolo, evocava-lhe um pouco o gênio escravo de Aladim. Não pensara nunca em entrar nele; não pensara sequer que pudesse alguém andar dentro dele. Ninguém pensa em cavalgar uma águia, nadar nas costas de um golfinho; e, no entanto, o olhar fascinado acompanha tanto quanto pode águia e golfinho, numa admiração gratuita - pois parece que é mesmo uma das virtudes da beleza essa renúncia de nós próprios que nos impõe, em troca de sua contemplação pura e simples.



Os olhos da menina prendiam-se, portanto, ao blimp sem nenhum desejo particular, sem a sombra de uma reivindicação. Verdade que via lá dentro umas cabecinhas espiando, mas tão minúsculas que não davam impressão de realidade - faziam parte da pintura, eram elemento decorativo, obrigatório como as grandes letras negras U. S. Navy gravadas no bojo de prata. Ou talvez lembrassem aqueles perfis recortados em folha que fazem de chofer nos automóveis de brinquedo.



O seu primeiro contato com a tripulação do dirigível começou de maneira puramente ocasional. Acabara o café da manhã; a menina tirara a mesa e fora à porta que dá para o laranjal, sacudir da toalha as migalhas de pão. Lá de cima um tripulante avistou aquele pano branco tremulando entre as árvores espalhadas e a areia, e o seu coração solitário comoveu-se. Vivia naquela base como um frade no seu convento - sozinho entre soldados e exortações patrióticas. E ali estava, juntinho ao oitão da casa de telhado vermelho, sacudindo um pano entre a mancha verde das laranjeiras, uma mocinha de cabelo ruivo. O marinheiro agitou-se todo com aquele adeus. Várias vezes já sobrevoara aquela casa, vira gente embaixo entrando e saindo; e pensara quão distantes uns dos outros vivem os homens, quão indiferentes passam entre si, cada um trancado na sua vida. Ele estava voando por cima das pessoas, vendo-as, espiando-as, e, se algumas erguiam os olhos, nenhuma pensava no navegador que ia dentro; queriam só ver a beleza prateada vogando pelo céu.



Mas agora aquela menina tinha para ele um pensamento, agitava no ar um pano, como uma bandeira; decerto era bonita - o sol lhe tirava fulgurações de fogo do cabelo, e a silhueta esguia se recortava claramente no fundo verde-e-areia. Seu coração atirou-se para a menina num grande impulso agradecido; debruçou-se à janela, agitou os braços, gritou: "Amigo!, amigo!"- embora soubesse que o vento, a distância, o ruído do motor não deixariam ouvir-se nada. Ficou incerto se ela lhe vira os gestos e quis lhe corresponder de modo mais tangível. Gostaria de lhe atirar uma flor, uma oferenda. Mas que podia haver dentro de um dirigível da Marinha que servisse para ser oferecido a uma pequena? O objeto mais delicado que encontrou foi uma grande caneca de louça branca, pesada como uma bala de canhão, na qual em breve lhe iriam servir o café. E foi aquela caneca que o navegante atirou; atirou, não: deixou cair a uma distância prudente da figurinha iluminada, lá embaixo; deixou-a cair num gesto delicado, procurando abrandar a força da gravidade, a fim de que o objeto não chegasse sibilante como um projétil, mas suavemente, como uma dádiva.



A menina que sacudia a toalha erguera realmente os olhos ao ouvir o motor do blimp. Viu os braços do rapaz se agitarem lá em cima. Depois viu aquela coisa branca fender o ar e cair na areia; teve um susto, pensou numa brincadeira de mau gosto - uma pilhéria rude de soldado estrangeiro. Mas quando viu a caneca branca pousada no chão, intacta, teve uma confusa intuição do impulso que a mandara; apanhou-a, leu gravadas no fundo as mesmas letras que havia no corpo do dirigível: U. S. Navy. Enquanto isso, o blimp, em lugar de ir para longe, dava mais uma volta lenta sobre a casa e o pomar. Então a mocinha tornou a erguer os olhos e, deliberadamente dessa vez, acenou com a toalha, sorrindo e agitando a cabeça. O blimp fez mais duas voltas e lentamente se afastou - e a menina teve a impressão de que ele levava saudades. Lá de cima, o tripulante pensava também - não em saudades, que ele não sabia português, mas em qualquer coisa pungente e doce, porque, apesar de não falar nossa língua, soldado americano também tem coração.



Foi assim que se estabeleceu aquele rito matinal. Diariamente passava o blimp e diariamente a menina o esperava; não mais levou a toalha branca, e às vezes nem sequer agitava os braços: deixava-se estar imóvel, mancha clara na terra banhada de sol. Era uma espécie de namoro de gavião com gazela: ele, fero soldado cortando os ares; ela, pequena, medrosa, lá embaixo, vendo-o passar com os olhos fascinados. Já agora, os presentes, trazidos de propósito da base, não eram mais a grosseira caneca improvisada; caíam do céu números da Life e da Time, um gorro de marinheiro e, certo dia, o tripulante tirou do bolso o seu lenço de seda vegetal perfumado com essência sintética de violetas. O lenço abriu-se no ar e veio voando como um papagaio de papel; ficou preso afinal nos ramos de um cajueiro, e muito trabalho custou à pequena arrancá-lo de lá com a vara de apanhar cajus; assim mesmo ainda o rasgou um pouco, bem no meio.



Mas de todos os presentes o que mais lhe agradava era ainda o primeiro: a pesada caneca de pó de pedra. Pusera-a no seu quarto, em cima da banca de escrever. A princípio cuidara em usá-la na mesa, às refeições, mas se arreceou da zombaria dos irmãos. Ficou guardando nela os lápis e canetas. Um dia teve idéia melhor e a caneca de louça passou a servir de vaso de flores. Um galho de manacá, um bogari, um jasmim-do-cabo, uma rosa menina, pois no jardim rústico da casa de campo não havia rosas importantes nem flores caras.



Pôs-se a estudar com mais afinco o seu livro de conversação inglesa; quando ia ao cinema, prestava uma atenção intensa aos diálogos, a fim de lhes apanhar não só o sentido, mas a pronúncia. Emprestava ao seu marinheiro as figuras de todos os galãs que via na tela, e sucessivamente ele era Clark Gable, Robert Taylor ou Cary Grant. Ou era louro feito um mocinho que morria numa batalha naval do Pacífico, cujo nome a fita não dava; chegava até a ser, às vezes, careteiro e risonho como Red Skelton. Porque ela era um pouco míope, mal o vislumbrava, olhando-o do chão: via um recorte de cabeça, uns braços se agitando; e, conforme a direção dos raios do sol, parecia-lhe que ele tinha o cabelo louro ou escuro.



Não lhe ocorria que não pudesse ser sempre o mesmo marinheiro. E, na verdade, os tripulantes se revezariam diariamente: uns ficavam de folga e iam passear na cidade com as pequenas que por lá arranjavam; outros iam embora de vez para a África, para a Itália. No posto de dirigíveis criava-se aquela tradição da menina do laranjal. Os marinheiros puseram-lhe o apelido de "Tangerine-Girl". Talvez por causa do filme de Dorothy Lamour, pois Dorothy Lamour é, para todas as forças armadas norte-americanas, o modelo do que devem ser as moças morenas da América do Sul e das ilhas do Pacífico. Talvez porque ela os esperava sempre entre as laranjeiras. E talvez porque o cabelo ruivo da pequena, quando brilhava á luz da manhã, tinha um brilho acobreadao de tangerina madura. Um a um, sucessivamente, como um bem de todos, partilhavam eles o namoro com a garota Tangerine. O piloto da aeronave dava voltas, obediente, voando o mais baixo que lhe permitiam os regulamentos, enquanto 0 outro, da janelinha, olhava e dava adeus.



Não sei por que custou tanto a ocorrer aos rapazes a idéia de atirar um bilhete. Talvez pensassem que ela não os entenderia. Já fazia mais de um mês que sobrevoavam a casa, quando afinal o primeiro bilhete caiu; fora escrito sobre uma cara rosada de rapariga na capa de uma revista: laboriosamente, em letras de imprensa, com os rudimentos de português que haviam aprendido da boca das pequenas, na cidade: "Dear Tangeríne-Gírl. Please você vem hoje (today) base X. Dancing, show. Oito horas P.M." E no outro ângulo da revista, em enormes letras, o "Amigo", que é a palavra de passe dos americanos entre nós.



A pequena não atinou bem com aquele "Tangerine-Girl". Seria ela? Sim, decerto... e aceitou o apelido, como uma lisonja. Depois pensou que as duas letras, do fim: "P.M.", seriam uma assinatura. Peter, Paul, ou Patsy, como o ajudante de Nick Carter? Mas uma lembrança de estudo lhe ocorreu: consultou as páginas finais do dicionário, que tratam de abreviaturas, e verificou, levemente decepcionada, que aquelas letras queriam dizer "a hora depois do meio-dia".



Não pudera acenar uma resposta porque só vira o bilhete ao abrir a revista, depois que o blimp se afastou. E estimou que assim o fosse: sentia-se tremendamente assustada e tímida ante aquela primeira aproximação com o seu aeronauta. Hoje veria se ele era alto e belo, louro ou moreno. Pensou em se esconder por trás das colunas do portão, para o ver chegar - e não lhe falar nada. Ou talvez tivesse coragem maior e desse a ele a sua mão; juntos caminhariam até a base, depois dançariam um fox langoroso, ele lhe faria ao ouvido declarações de amor em inglês, encostando a face queimada de sol ao seu cabelo. Não pensou se o pessoal de casa lhe deixaria aceitar o convite. Tudo se ia passando como num sonho - e como num sonho se resolveria, sem lutas nem empecilhos.



Muito antes do escurecer, já estava penteada, vestida. Seu coração batia, batia inseguro, a cabeça doía um pouco, o rosto estava em brasas. Resolveu não mostrar o convite a ninguém; não iria ao show; não dançaria, conversaria um pouco com ele no portão. Ensaiava frases em inglês e preparava o ouvido para as doces palavras na língua estranha. Às sete horas ligou o rádio e ficou escutando languidamente o programa de swings. Um irmão passou, fez troça do vestido bonito, naquela hora, e ela nem o ouviu. Às sete e meia já estava na varanda, com o olho no portão e na estrada. Às dez para as oito, noite fechada já há muito, acendeu a pequena lâmpada que alumiava o portão e saiu para o jardim. E às oito em ponto ouviu risadas e tropel de passos na estrada, aproximando-se.



Com um recuo assustado verificou que não vinha apenas o seu marinheiro enamorado, mas um bando ruidoso deles. Viu-os aproximarem-se, trêmula. Eles a avistaram, cercaram o portão - até parecia manobra militar -, tiraram os gorros e foram se apresentando numa algazarra jovial.



E, de repente, mal lhes foi ouvindo os nomes, correndo os olhos pelas caras imberbes, pelo sorriso esportivo e juvenil dos rapazes, fitando-os de um em um, procurando entre eles o seu príncipe sonhado - ela compreendeu tudo. Não existia o seu marinheiro apaixonado - nunca fora ele mais do que um mito do seu coração. Jamais houvera um único, jamais "ele" fora o mesmo. Talvez nem sequer o próprio blimp fosse o mesmo...



Que vergonha, meu Deus! Dera adeus a tanta gente; traída por uma aparência enganosa, mandara diariamente a tantos rapazes diversos as mais doces mensagens do seu coração, e no sorriso deles, nas palavras cordiais que dirigiam à namorada coletiva, à pequena Tangerine-Girl, que já era uma instituição da base - só viu escárnio, familiaridade insolente... Decerto pensavam que ela era também uma dessas pequenas que namoram os marinheiros de passagem, quem quer que seja... decerto pensavam... Meu Deus do Céu!



Os moços, por causa da meia-escuridão, ou porque não cuidavam naquelas nuanças psicológicas, não atentaram na expressão de mágoa e susto que confrangia o rostinho redondo da amiguinha. E, quando um deles, curvando-se, lhe ofereceu o braço, viu-a com surpresa recuar, balbuciando timidamente:



- Desculpem... houve engano... um engano...



E os rapazes compreenderam ainda menos quando a viram fugir, a princípio lentamente, depois numa carreira cega. Nem desconfiaram que ela fugira a trancar-se no quarto e, mordendo o travesseiro, chorou as lágrimas mais amargas e mais quentes que tinha nos olhos.



Nunca mais a viram no laranjal; embora insistissem em atirar presentes, viam que eles ficavam no chão, esquecidos - ou às vezes eram apanhados pelos moleques do sítio.





enviado por Mariana - Maga Patalojika as 22:41:10. comentários[0]

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domingo, 5 de dezembro de 2004





20


Hey! Voltei...


Depois de séculos e séculos... e eu me pergunto,
ainda tem alguém que visita isso aqui?


Olha só o que eu achei no Google... procurando por uma
imagem de 20, achei esse senhorzinho aí acima, de uma tropa que lutou num
conflito na Jamaica há muuuuuuuito tempo atrás, 1900 e bolinha... resolvi por
essa mesmo... cavalinho bonito...


Besteirol a parte... vamos falar da vida.


Eu me pego pensando em coisas legais para escrever aqui
quando eu não tenho lápis nem papel. São momentos inusitados... Noutro dia,
estava eu voltando pela desértica corifeu em fim de tarde, pensando em contar
todas as minhas epifaniazinhas aqui... mas daí que eu tinha que atravessar a
rua e até chegar ao apartamento a canseira já tinha dissipado toda a minha
vontade de escrever.


Já passou tanto tempo desde o último post que eu já
nem sei mais o que seria novidade...


A última intrigante é que agora eu tenho 20 anos...
grande coisa né?


Engraçado que 20 anos parecia um marco... Quando eu
era criança, me pegava pensando no futuro... Nesses tempos eu nem sabia o que
era arquitetura, crise existencial, Le Corbusier, Niemeyer, FAU... Mas eu achava
que com 20 eu já seria adulta, não teria perguntas (só respostas) e minha
vida já estaria toda encaminhada... E agora o que eu sou? Nada disso que eu
pensava...


Sou a metamorfose ambulante. Sou essa criatura que
oscila e vacila sobre posições totalmente opostas, sou contraditória,
confusa, atrapalhada mesmo... Mas por fim, algumas coisas me parecem claras e
certas, tão certas que eu não saberia descrevê-las... E essas coisas
caminham...


Ahhh... detalhe: a segunda feira do meu aniversário eu
passei com a boca inchada, fiz uma microcirurgiazinha no sábado que a antecedeu
e arranquei o bendito dente do juízo. Desgraçado não quis sair e ainda
empurrou os dentes que estavam certos (e eles encavalaram... oh shitt!)


Apesar de estar longe de casa, foi um aniversário
memorável... COmemoração na hora do almoço no Joakins... Comemoração
surpresa de vizinhos e amigas de apartamento... Presentes super especiais...


E eu de boca inchada não podendo comer...



Hoje, novamente eu de boca inchada... arranquei outro
dente e ainda me pergunto por que diabos essas porcariazinhas existem?!



Esse post deve estar meio fragmentado porque estou
escrevendo aos pouquinhos...



...


Os mais inspirados posts só surgiram com
bizonhicezinhas...


Agora pouco me veio uma de fim de tarde de domingo...


...


Mas essas coisas não merecem destaque...


Merece destaque a volta ao blog... Por mais sem sentido que ele pareça, me
fez falta...


Voltarei aqui nem que seja para postar meia duzia de pensamentos froixoss...rsss


Saudades de ter a cuca fresca... ela anda meio pesadinha... Coisa natural, é
a idade!!


Deixo aqui muitos beijos pros meus queridos amigos... Muito obrigada por
terem mandado mensagens, ligado, emails... ou mesmo pelas improváveis
comunicações telepáticas... Saber que vocês estão aí é uma felicidade sem
tamanho...


E pra continuar essa de Xuxa... um beijo pra minha mãe, pro meu pai e um
especialmente pra VOCÊ!







enviado por Mariana - Maga Patalojika as 20:42:18. comentários[4]

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sábado, 30 de outubro de 2004



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Tudo...

Chega um momento em que tudo muda...


Ai ai... há quanto tempo.


Pois bem. Duas semanas em que coisas novas
aconteceram. Agora eu levanto às 7, em contrapartida cozinho meu próprio
grude, corro atrás do circular, lavo minhas calcinhas e meias... e cá
estou no fim de semana, de volta ao santo lar...


Essa vida é uma coisa engraçada mesmo - pena
que eu tô emperrada hoje, porque enquanto eu lavo a louça lá no ap, mil
coisas me passam na cabeça e eu penso em dizer tudinho aqui...


Eu sempre me pergunto: as pessoas vivem os
mínimos detalhes, ou todo mundo passa reto no dia a dia?


Eu continuo vivendo cada segundo, repensando cada
segundo... E estes tempos tem sido interessantes para isso... essa
sensação de mudança que é mais sensação do que realidade. Isso
porque eu volto pra casa na sexta e alguem me diz (enquanto assiste à
tv)  para esquentar a janta e está tudo como era antes...


 É... agora eu moro de dia de semana no
apê em SP com minha amiga Lu, com quem estudei no colégio, mais duas
meninas muito legais amigas da Lu. No meio daquele apartamento
oceanográfico surgiu eu, criaturinha projeto de arquiteta... com os meus
papéis, réguas, canetinhas, esquadros, cds e todo aquele bolo de coisa
que delimita a minha existenciazinha (diminutivo porque ela ainda é meio
que um projeto). Engraçado... pela primeira vez na vida eu me mudei,
mudei sozinha. Sinto que foi uma das primeiras decisões realmente minhas,
sem precedentes... engraçado ver o volume que minhas coisas ocupam no
mundo, as coisas que compõem a minha vida.


Diferente ser eu, desta vez eu sozinha...


dá medo e uma felicidadezinha ...


o medo vem do fato que cada vez mais ELA está
nas minhas mãos (sempre esteve, mas agora parece que fica cada vez mais
sob minha própria responsabilidade)...


É vida, você é engraçada...


Cadê Clarice Lispector? Que saudades das suas
revelações... Hoje eu li alguem que disse que Clarice parece dizer tudo
que você algum dia já pensou levemente, intuitivamente...mas jamais
conseguiu decodificar... Por isso Clarice nos é tão reveladora,
familiar... e perturbadora... Ela é a esfinge... Decifra-te a ti mesmo...
algo assim...??


Perdoem-me a baboseira... Hoje eu acordei
filosófica...rsss


Bom, aqui vai tudo certinho... tá meio corrido,
meio diferente... estou em fase de adaptação (mas nem tenho tido muito
tempo para autopensar...) se bem que é bom baixar o freio de mão e parar
de repensar tanto...


*suspiro*


ai ai...


Ynhaum ***bocejo***


beijos beijos!!!


 






enviado por Mariana - Maga Patalojika as 22:18:01. comentários[5]

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